Ambientes virtuais de aprendizagem na EPSJV

Roda de conversa discute como potencializar as aulas presenciais com o uso de ferramentas virtuais
Portal EPSJV - EPSJV/Fiocruz | 01/10/2018 12h04 - Atualizado em 01/10/2018 12h07

A Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) realizou, no dia 26 de setembro, a 2ª roda de conversa ‘Educação e Tecnologias’. Com o tema ‘A utilização de ambientes virtuais de aprendizagem nos processos formativos da EPSJV’, o encontro reuniu o tecnologista em Saúde Pública, Tarcísio Souza, e o professor-pesquisador Flávio Rezende, ambos da Escola Politécnica. “Podemos utilizar ambientes virtuais como recursos pedagógicos para potencializar o que foi trabalhado no presencial. Essa é a nossa perspectiva de interação com os estudantes, na nossa concepção de educação politécnica”, destacou a professora-pesquisadora da EPSJV, Elizabeth Leher. “Apesar da crítica sobre a educação meramente a distância, nós começamos a pensar como as ferramentas da EaD podem trazer facilidades para os alunos”, completou Tarcísio.

Segundo o tecnologista, um ambiente virtual de aprendizagem (AVA) é um local on-line dentro da plataforma de desenvolvimento, que permite a criação de comunidades virtuais e cursos on-line, a organização de repositórios de documentos e mídias, bem como disponibiliza ferramentas de interação e colaboração entre os participantes. No caso da EPSJV, a plataforma usada é a Moodle, desde 2015. “Os AVAs seriam salas de aula virtuais. Assim como salas de aula, os AVAs, por si só, não fazem nada. Eles são apenas estruturas que permitem que ocorram as aulas”, definiu.

Tarcísio citou os projetos de cooperação internacional da EPSJV que, para ele, são emblemáticos pela dificuldade de reunir com frequência pessoas de diferentes países. “Com uma ferramenta dessas, eu permito um trabalho continuado que, idealmente, poderia ser melhor se fosse presencial, mas a realidade faz com que a gente não tenha outra alternativa que não seja essa interação”, apontou, exemplificando o AVA utilizado na Pesquisa Multicêntrica – coordenada pela EPSJV e que analisa a formação dos trabalhadores técnicos em saúde em diversos países integrantes da Rede Internacional de Educação de Técnicos em Saúde (RETS): “Enquanto alguns AVAs têm o objetivo de serem comunidades públicas e abertas para qualquer pessoa, o AVA da pesquisa é um grupo fechado, com compartilhamento de dados sensíveis”.

Flávio falou da experiência da turma do Piauí do Curso de Qualificação Profissional em Registros e Informações em Saúde, promovido pela EPSJV em 2016. Segundo o professor-pesquisador, o programa do curso foi desenvolvido em momentos de concentração e dispersão entre os eixos, quando o Moodle foi utilizado como apoio pedagógico. “A gente queria que os alunos tivessem um repositório das aulas, bibliografias recomendadas ou usadas nas aulas e até mesmo vídeos. Além disso, nossa ideia era os alunos terem um meio de comunicação com os professores, através de fóruns”, explicou.

A primeira roda de conversa ‘Educação e tecnologias’ aconteceu no dia 14 de agosto, com o tema ‘Formação, Trabalho Docente e Tecnologias nas Políticas Educacionais Brasileiras’. Estão previstas outras duas rodas de conversa ainda no segundo semestre de 2018, em datas a definir. Os temas dos encontros serão: ‘O jogo como atividade pedagógica nos processos educacionais da EPSJV’ e ‘O campus virtual da Fiocruz e o grupo de trabalho EaD Fiocruz’.

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