Projetos de pesquisa

Este projeto visa refletir sobre a formação em Gestão em Saúde, buscando realizar, inicialmente, um mapeamento dessa formação no Brasil. Posteriormente, se voltará a analisar as concepções de gestão presentes em cursos selecionados e a sua correspondência com os princípios e diretrizes do SUS e de Sistemas Nacionais de Saúde.

Coordenador:

Maria Luiza Silva Cunha

Os sistemas de informação em saúde (SIS) através da coleta, processamento e divulgação de informações em saúde são elementos estratégicos para a reorganização do sistema de saúde e fortalecimento da Atenção Básica (AB). Deve-se destacar a pulverização dos SIS, a não interface entre eles e a necessidade de se readequar essa ferramenta para que realmente auxilie na tomada de decisão dos profissionais da AB. Diante deste contexto, o Ministério da Saúde lançou, em 2012, o e-SUS AB como propósito de reestruturar e garantir a integração dos diferentes sistemas de informação e permitir um registro da situação de saúde, individualizada, por meio do Cartão Nacional de Saúde. Neste sentido, este estudo pretende Avaliar o grau de utilização do e-SUS na Atenção básica e seus efeitos sobre a organização do processo de trabalho e na gestão do cuidado nos municípios de Angra dos Reis/RJ, Paraty/RJ e Ubatuba/SP. Trata-se de um estudo avaliativo considerando como dimensões a disponibilidade de infraestrutura, a percepção dos usuários quanto à facilidade de uso e vantagem relativa do e-SUS em relação ao seu antecessor e os efeitos decorrentes dessa utilização na organização do processo de trabalho e na gestão do cuidado.

Coordenador:

Ana Cristina Reis

A pesquisa visa analisar o modo como o Hospício de Pedro II, também conhecido como Hospital Nacional de Alienados (HNA), a primeira instituição asilar especialmente voltada para alienados no país, constituiu-se como centro nacional de circulação, produção e difusão de conhecimentos científicos e de práticas assistenciais relativas à medicina mental no Brasil, a partir do qual se definiram grupos patológicos em sua população e produziu-se um imaginário social sobre a loucura . Durante um século, a instituição foi solo para diferentes atores sociais que dialogaram, debateram e disputaram teorias e nosologias diversas para as moléstias mentais e suas terapêuticas.
O recorte temporal escolhido tem como marco inicial o decreto de criação do hospício, em 18 de julho de 1841 (Brasil, Decreto n° 82). O fim do período a ser investigado é o ano de 1944, quando o Decreto-lei nº 7.055, de 18 de novembro, cria o Centro Psiquiátrico Nacional (CPN), extinguindo definitivamente o antigo hospício.
Cumpre destacar que a consulta a novas fontes primárias traz para este projeto de pesquisa, sediado no DEPES/COC/Fiocruz, uma articulação importante entre o desenvolvimento de investigações históricas e a preservação de acervos documentais do antigo Hospício, que se encontram sob a guarda de quatro de suas instituições herdeiras: o Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPUB-UFRJ); o Instituto Municipal de Assistência à Saúde Nise da Silveira (IMASNS–SMS-RJ), o Instituto Municipal de Assistência à Saúde Juliano Moreira (IMASJM–SMS-RJ) e o Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico Heitor Carrilho (SDM/HCTPHC).

Coordenador:

CRISTIANA FACCHINETTI